[ I ]
A revolução é a revolta, em si ?
O caminho de tijolos
tem um fim ?
Ou apenas por colhe-los
os frutos serão tudo ?
FOSSE, apenas O ATO EM SI.
As pessoas, os tropeços, os trabalhos e
atrapalhos, trambolhos e trampolins.
Amigos e Afins, as paredes e buracos
E assim o suor que pinga na argamassa
ou as chaves da casa ?
A luz no fim do túnel, é o brilho que nos cega.
Nem colírio,
nem óculos escuros.
A faísca no espelho é o tiro que nos traga.
Mais do que a escada
são as pernas fortes,
que sem o peso de cada degrau
Atrofiariam…
Abalaria o processo se não tivesse um fim ?
A bala não sairia se não tivesse um alvo ?
Se só o centro atraísse,
e fim e começo fossem apenas lado?
Se cada um fosse um astro ?
Um barco sem praia.
Uma ilha sem Lastro ?
(E só o centro a traísse ?)
[Se FOSSE]
A boca cuspisse o caroço
e a roda travasse o trânsito
só o centro começa e acaba
( ele só que importa, pra o que quer que fosse.)
A porta é só a fronteira
a madeira pode queimar
Mas se eu queimasse
Quem ia atravessar o mar ?
[ II ]
Amar é esquecer tudo,
e só se lembrar do agora ?
A saída é esquecer a saída.
Amar sempre.
O faixo da sombra te segue.
E sempre seguirá,
se sempre tu permaneceste,
entre a luz e o parto.
Amar a cadeira e o velho
o remédio e a doença,
a causa e a saúde.
Amar o nada e a plenitude.
Sem trauma de altitude:
gostar da queda e do vôo
o farol e o vermelho
o bobo e o pentelho…
… e Não cuspir da boca pra fora
um Carpe Diem sem término.
um Drama já conhecido,
de viver esperando o amanhã.
[ III ]
Na vã, vai o peso da vida,
que flutuaria sem gravidade;
mais vã ainda seria
se o pé não grudasse no chão…
…nem a pedra no meio do caminho
atrapalharia o velho poeta de Ferro
Sem a dificuldade,
não teria o fácil.
Sem a bronca ninguém choraria,
sem o choro ninguém sorriria
e de nada serviria
a boa Psicologia.
A Paixão dos olhos é o outro,
amigo, inimigo ou louco.
Compondo para que o outro,
fique tão perturbado quanto ti.
Aflija-se então com as vozes dos outros
e não com os minutos passando
Mude sem medo do golpe,
e se levante sem chorar
pois a rota da vida vai te recompensar
com a dor, o orgulho e o beijo
a morte do mártir,
e o infarte romântico !
A tempestade é a Novidade
Pro boi, pra bolha e pra ti.
e essa é a Verdade,
que terão que se acostumar,
nada mais estará lá,
quando o velho do mar voltar.
Todos os presentes estragam,
O velho costume será a moda de novo,
A vírgula, pode estar atrasada,
o ponto podre pode vir.
A qualquer frase.
A cirene, a campainha, o susto.
O prazer, o medo e o arrepio
“Tudo ao mesmo tempo agora”,
na mesma hora marcada.
No mesmo século de vida,
a que se restringe o homem.
Na mesma década de vida,
a que se restringem as máquinas.
Nas mesmas horas de vida,
a que se restringem as moscas.
As bocas sedentas pelo grito,
o grilo sedento pelo pulo.
O gato com medo do Latido
e a cabeça ? … com receio do tesão !
(Assim vive o homem…
O vetor da emoção de uma lágrima sem a resistência do ar.
O mergulho do golfinho bonito sem a resistência do mar
…só de Imagens)
[II] : ou 1 de novo.)
A caixa, a arma e o vidro
e qualquer coisa do “corpus”
o olho, o nariz, o ouvido.
[- Hã ? )
Se quiser o meio vai além do fim.
A mordida não dói mais que o sangue.
A morte não dói mais que o sempre.
Tempere o melhor que puder:
o feijão, o peito e o quadro
Pinte assim que der:
A parede, o rosto e a água
Filtre, minuciosamente:
A pele, a amizade e as letras
Escreva, sem se preocupar com a regra
{IV}
O Bocejo, a bossa e o buço
Detalhes. Em russo, alemão ou em grego
Tudo são detalhes de tudo.
Esses(aqueles) são nuances do "B".
Queijo, queixo e quota
São só detalhes do "Q" ?
Em latim "bocejo" é com "B" ?
Será que o "queixo" tinha nome no antigo Egito ?
Cogito possibilidades "sem fim",
os detalhes como vêem, não acabam
as vírgulas serão muitas, se (eu) quiser(es),
e as páginas "nenhuma"
se (tu) NÃO AS LER.
Pra ver o importante é ouvir.
Pro texto o importante é o leitor.
Pro peixe a mudança é o anzol ?
A importância de tudo se acaba
se a meta principal for (O) fim ?
Talvez sim, diga o sábio chinês,
com toda sua sabedoria "chaolim",
mas alguém já esteve lá,
para contar o que houve ?
Algum peixe voltou no tempo e cuspiu o anzol,
Depois de saber seu destino?
A incerteza permeia: as páginas, o espirro e o sono.
A confusão: é o jeito de esquecer o dever.(?)
Registrar: as dúvidas inúmeras, é um jeito para nada definir.
Ignoreas, nuances da testa,
pra chegar no "X" da questão.
Pois a essência está na sua mão.
Mas segura, bem apertado,
que se não vão fugir pelo mar.
[III]
E antes que o depois acontecesse
Segue a tarja preta em suas vendas
projeta-se a restrição no limite do não
assim criaram-se revoluções
assim pode se perceber,
notando a falta
Na sina a saga foi esquecida
Fugidia a pedra
foi seu próprio destino
Triste faz-se então o caminho
alinhando-se as Tendências
encaminhando-se os Debates
Sem embates
Águas de Março não há mais
Fog de Paris não há mais
Não há mais Jeitinho brasileiro pra Vida ?
Saída novamente não é o melhor,
O Inodoro Outro, DIFERENÇOLUÇÕES.
É o que busca o jovem
Ao se esvair pelo Mar
ao desatar as mãos
e perceber que mesmo assim não pode voar
Credo
Sugere
a
Fuga
Cego
Ampara
a
Surda
no Coldre
Só se guarda a intenção.
Coração: Caixinha que Pan adorA
Vivo-Punk:Gótico, Mundo*Rombo}
Homo
Atônito da verdade que
Sobra. Só na Sombra
Na Queda do Escombro
assombro com o tombo
Zonzo, corre AO OMbro
Pobre foge, obrigado, o
másculo pro casulo ao longe
nem Monge, nem Casto . >
RASTRO É SÓ O QUE SOBRA
< . e a Cobra, rapidamente
Segue a presa, pobreza
que dorme sóbria, solta
quieta variando a sorte
Talvez a MORTE, o açoite
Adiante. Vem, o Amante
Resto de Queda, triste
corre desesperadamente
pra trazer o pomo, rubro,
Da Felicidade, a remota
MALDADE , A volta Vã
Incerta ao âmago da
humanidade ser:
ATÉ a Vitória da Maçã.