Às vezes tardo,
Às vezes sumo,
Sou o insumo da alma
e do sorriso.
Mas mesmo com o trânsito intenso,
De uma São Paulo na hora do Rush,
Estou acessível,
Pois ao bom leitor,
Metade da cena já é a novela
Ou o poema.
E como uma sinfonia de idéias,
Surjo, eu: a Poesia !!
A harmonizar os verbos e brisas…
E suas rimas ?
Lembra delas como uma prece.
A sua prece,
Sua reza íntima,
Seu desejo mais verdadeiro.
PÁRA !
Silêncio !
Escute-se,
Ou se devore até lá !
(…)
Ah coitadas !
Você não às chamou para a cama ?
Deixou-as no sótão ?
No quintal ! Assim não dá,
Como você vai dizer bom dia,
No fim do outro dia,
Sem a poesia a desabrochar no seu quintal ?
Vamos já resolver isso,
Que comece o Sarau:
Agosto 11, 2008 às 9:14 pm
“Às vezes tardo,
Às vezes sumo,
Sou o insumo da alma
e do sorriso.”
Pois é meu caro…
Sou metade , metade é o que fala, metade é o que grita.
O insumo do meu sorriso tem um gosto que não é doce nem
salgado.
É meio assim…como quem caminha de lado tentando se indireitar.
É metade de mim anonyma que se comove ao ler esse poema que
parece ter sido feito pra mim.
Andarilha que olha o mundo co os pés.
A outra metade de mim, sou eu incoguinita, compreendida em seus versos
“Estou acessível”, escondida num reconcavo secreto.
Esperando pra devorar e ser devorada.
Belas palavras meu caro peta.
Lampadas para seu pés.
Bjon, Lex.