Via Poética

Poesia: Versos e Brisas

Publicado por: Jota em: agosto 6, 2008

Às vezes tardo,
Às vezes sumo,
Sou o insumo da alma
e do sorriso.

Mas mesmo com o trânsito intenso,
De uma São Paulo na hora do Rush,
Estou acessível,
Pois ao bom leitor,
Metade da cena já é a novela
Ou o poema.

E como uma sinfonia de idéias,
Surjo, eu: a Poesia !!
A harmonizar os verbos e brisas…

E suas rimas ?
Lembra delas como uma prece.
A sua prece,
Sua reza íntima,
Seu desejo mais verdadeiro.

PÁRA !

Silêncio !

Escute-se,
Ou se devore até lá !

(…)

Ah coitadas !
Você não às chamou para a cama ?

Deixou-as no sótão ?
No quintal ! Assim não dá,
Como você vai dizer bom dia,
No fim do outro dia,
Sem a poesia a desabrochar no seu quintal ?

Vamos já resolver isso,
Que comece o Sarau:

1 Resposta para "Poesia: Versos e Brisas"

“Às vezes tardo,

Às vezes sumo,

Sou o insumo da alma

e do sorriso.”

Pois é meu caro…

Sou metade , metade é o que fala, metade é o que grita.

O insumo do meu sorriso tem um gosto que não é doce nem

salgado.

É meio assim…como quem caminha de lado tentando se indireitar.

É metade de mim anonyma que se comove ao ler esse poema que

parece ter sido feito pra mim.

Andarilha que olha o mundo co os pés.

A outra metade de mim, sou eu incoguinita, compreendida em seus versos

“Estou acessível”, escondida num reconcavo secreto.

Esperando pra devorar e ser devorada.

Belas palavras meu caro peta.

Lampadas para seu pés.

Bjon, Lex.

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