Poesia: Versos e Brisas

By Jota

Às vezes tardo,
Às vezes sumo,
Sou o insumo da alma
e do sorriso.

Mas mesmo com o trânsito intenso,
De uma São Paulo na hora do Rush,
Estou acessível,
Pois ao bom leitor,
Metade da cena já é a novela
Ou o poema.

E como uma sinfonia de idéias,
Surjo, eu: a Poesia !!
A harmonizar os verbos e brisas…

E suas rimas ?
Lembra delas como uma prece.
A sua prece,
Sua reza íntima,
Seu desejo mais verdadeiro.

PÁRA !

Silêncio !

Escute-se,
Ou se devore até lá !

(…)

Ah coitadas !
Você não às chamou para a cama ?

Deixou-as no sótão ?
No quintal ! Assim não dá,
Como você vai dizer bom dia,
No fim do outro dia,
Sem a poesia a desabrochar no seu quintal ?

Vamos já resolver isso,
Que comece o Sarau:

Uma resposta para “Poesia: Versos e Brisas”

  1. Lex Lutor Disse:

    “Às vezes tardo,

    Às vezes sumo,

    Sou o insumo da alma

    e do sorriso.”

    Pois é meu caro…

    Sou metade , metade é o que fala, metade é o que grita.

    O insumo do meu sorriso tem um gosto que não é doce nem

    salgado.

    É meio assim…como quem caminha de lado tentando se indireitar.

    É metade de mim anonyma que se comove ao ler esse poema que

    parece ter sido feito pra mim.

    Andarilha que olha o mundo co os pés.

    A outra metade de mim, sou eu incoguinita, compreendida em seus versos

    “Estou acessível”, escondida num reconcavo secreto.

    Esperando pra devorar e ser devorada.

    Belas palavras meu caro peta.

    Lampadas para seu pés.

    Bjon, Lex.

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